quarta-feira, 13 de julho de 2011

Boi Gordo em tendência de alta, mas depende de demanda

O mercado físico do boi gordo segue apresentando tendência de alta, mas esta tendência vem sendo limitada pela manutenção dos preços no varejo, que ainda não foram influenciados pela menor oferta, tradicional neste período. Em algumas praças de Goiás e Mato Grosso do Sul, a demanda por animais aumentou, resultando na valorização da @.
As escalas de abate continuam atendendo em média 3 dias. Como a oferta de animais para os próximos meses deve se manter estável, qualquer aumento na demanda deverá resultar em reajustes mais acentuados nos preços da @.
No estado de São Paulo, as cotações permanecem em alta em grande parte das praças. O preço médio fechou por volta de R$ 98,00 a prazo, livre do funrural. No Mato Grosso, os preços apresentaram alta em algumas praças. Em Colíder, a cotação fechou por volta de R$ 89,00/@ a prazo, livre do funrural. Em Cuiabá, o preço praticado segue por volta dos R$ 90,00/@ a prazo, livre do funrural. No Mato Grosso do Sul, os preços pouco se mantiveram estáveis. Na região de Coxim, a cotação seguiu por volta de R$ 90,00/@ a prazo, livre do funrural.

2º semestre deve ter recuo de exportação de carne bovina.


Em uma entrevista concedida ao “Valor Econômico”, o presidente da Associação Brasileira de Carne Bovina, Antônio Camardelli, informou que espera um recuo de 10% no volume de exportações da carne bovina brasileira para o segundo semestre de 2011 e um aumento entre 10% e 15% na receita com as exportações desse produto. Segundo Camardelli, o crescimento do faturamento será reflexo do aumento de 28% nos preços da carne exportada pelo país em relação a 2010, enquanto a queda no volume exportado pelos frigoríficos brasileiros será motivada pelos impactos da crise no Egito, valorização do câmbio e baixa oferta de bovinos para o abate no Brasil. Consideramos a notícia  neutra para as ações do setor, uma vez que o mercado já previa uma desaceleração do volume de carne exportado para 2011 em decorrência da deterioração do cenário internacional nos principais países consumidores do produto.

Fusão Sadia e Perdigão deve vender marcas menores.

De acordo com os relatos dos principais jornais de hoje (13/07/11), até ontem os quatro conselheiros do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que devem votar o processo de fusão entre a Sadia e Perdigão juntamente com os representantes da BR Foods definiram os termos finais de um acordo. As discussões discorreram sobre a venda de marcas menores como, por exemplo, Rezende, Confiança, Wilson, Escolha saudável e Batavo. Além disso, a empresa também teria que se desfazer de cadeias inteiras de produção (abatedouros, frigoríficos, fábricas e centros de distribuição). O fato mais relevante quanto às negociações ficou para possível suspensão da marca Perdigão em diversos segmentos de mercado, mas principalmente nos segmentos de maior concentração (pizzas e pratos prontos). As suspensões devem ser mantidas por 2 a 5 anos, levando-se em conta o produto e o market-share da companhia. Estima-se que a BR Foods deve colocar à venda ativos que equivalem a 20% da sua produção total e de 40% da produção voltada para o mercado interno. Hoje às 10 horas deve começar o julgamento do Cade, que foi interrompido no dia 8 de junho, com o pedido de vista do processo requerido pelo conselheiro Ricardo Ruiz  – o qual foi pedido logo após o relator do processo, Carlos Ragazzo, ter pedido o veto da fusão. O jornal “Estado de São Paulo” comunicou que BR Foods conseguiu no fim das negociações a suspensão da marca Batavo ao invés de sua venda o que é positivo, porém aguardamos maiores confirmações. As ações da companhia ficaram suspensas até a divulgação da resolução do CADE. As notícias são de cunho informativo e já devem estar precificadas no preço das ações da companhia (com exceção à suspensão da marca Batavo), mas devido às incertezas os preços devem apresentar volatilidade quando voltarem a ser negociadas.